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PUBLICIDADE

Publicidade – Deriva de público (do latim Publicus) e designa a qualidade do que é público. Significa o ato de tornar público um fato ou uma idéia. No sentido comercial, seria a divulgação de mensagens por meio de anúncios, com o fim de influenciar o público como consumidor. A palavra publicidade foi registrada pela primeira vez em 1694 no dicionário da Academia Francesa.”

Propaganda – Deriva de propagar (do latim propagare). Propaganda é definida pela maioria dos dicionários como “propagação de princípios e teorias”. Com esse significado, foi introduzida pela igreja católica, quando o Papa Clemente VIII fundou, em 1597, a Congregação da Propaganda, com o objetivo de propagar a fé católica pelo mundo infiel. No sentido comercial, significa o mesmo que publicidade: é a divulgação de mensagens, por meio de anúncios, com o fim de influenciar o público como consumidor.”

Dicionário de Marketing e Propaganda

Zander Campos da Silva.

Publicidade – O mesmo que propaganda. Divulgação paga e planejada de mensagens veiculadas em revistas, jornais, televisão e outros meios de comunicação, com o objetivo de persuadir as pessoas a comprar determinado produto ou utilizar determinado serviço. “

Novo Dicionário de Economia

Paulo Sandroni

Publicidade é a comunicação vista como não paga de informações sobre a organização ou produto, geralmente por alguma forma de mídia. É veiculada como notícia”. Gilbert A. Churchill, Jr.

BRIEFING

São as informações preliminares contendo todas as instruções que o cliente fornece à agência para orientar os seus trabalhos. É baseado nele e completado com as informações de pesquisas que se esboça o planejamento publicitário. Vejamos um exemplo de briefing completo apenas a título de curiosidade. Este não será cobrado em verificações e trabalhos.

Modelo completo:

O PRODUTO OU SERVIÇO

• Nome.

• Descrição.

• Histórico.

• Aparência física.

• Embalagem.

• Preço e tendência (aumento, estabilização, redução).

• Custo X benefício.

• Vantagens (única, principal, secundária).

• Desvantagens.

• Como é usado (local e forma).

• Freqüência de uso.

• Local de fabricação.

• Capacidade de produção.

• Disponibilidade (no presente e no futuro).

• Concorrentes.

• Vantagens / desvantagens relativas aos concorrentes.

• Diferencial.

• Imagem de marca.

O MERCADO

• Canal (is) de venda.

• Importância relativa (se vendido em mais de um canal).

• Como se vende o produto (unidades, pacotes, grandes quantidades, varejo tradicional, auto-serviço, distribuidores exclusivos, revendas, etc.) ou se presta serviço (pessoalmente, via telefone, através de terminais informatizados, etc.).

• Tamanho do mercado (geograficamente e em valor): presente e potencial.

• Sobreposições de mercado.

• Influência do atacado e do varejo.

• Tendência das vendas: do produto/serviços, da categoria, do mercado total.

• Influências: regionais (geográficas, sazonais, demográficas: raça, sexo, idade, profissões, etc.).

• Distribuição.

• Organização do mercado.

• Atitudes dos distribuidores (atacado e varejo).

• Influência da força de vendas (para a rede de distribuição e para o consumidor).

• Efeitos da propaganda no mercado.

• Investimentos em comunicação (total no mercado).

• Concorrência (participações e tendências de evolução share of market (quanto cada empresa/marca vende?); grau de organização (de cada concorrente); participações no share of voice (quanto cada empresa / marca aparece no mercado através da propaganda e outras formas de comununicação); estratégias de marketing dos principais concorrentes; objetivos percebidos da propaganda dos principais concorrentes; imagem dos principais concorrentes.

• Pesquisas: disponíveis, regulares (que podem ser compradas), Ad Hoc (que podem ser encomendadas).

OS CONSUMIDORES

• Compradores: do produto / serviço, da concorrência, potenciais.

Os itens a seguir se aplicam a cada um dos três grupos definidos acima, quando essa separação tiver sentido no caso específico).

• Ocupação / profissão.

• Posição social e cultural.

• Quantidade.

• Nível de escolaridade.

• Localização (onde eles moram, trabalham, passeiam, etc.).

• Grupos de idade.

• Sexo.

• Nível de renda.

• Segmentação psicodemográfica.

• Decisores da compra: formais, informais.

• Influenciadores na compra (dentro da casa / empresa, fora da casa / empresa).

• Necessidade do produto / serviço (para o consumidor).

• Atitudes do consumidor (para o produto e seus concorrentes) com relação a : preço, qualidade, utilidade e conveniência.

• Atitudes subconscientes.

• Grau de conscientização sobre o produto.

• Hábitos de compra / uso.

• Freqüência de compra / uso.

• Principais razões de compra / uso (racionais e emocionais).

OS OBJETIVOS

• Qual o problema a ser resolvido?

• Os objetivos estratégicos ou corporativos da empresa.

• Objetivos de marketing (da empresa, linha, marca, produto) em termos de: volume, valor, participações de (share of market), ampliação do mercado e rentabilidade..

• Objetivos de venda (resultado prático final).

• Objetivos de comunicação (quem atingir, quantos atingir, o que comunicar, que atitude/resposta se deseja motivar a curto e a longo prazo).

• Problemas (que atrapalham a obtenção dos objetivos).

• Oportunidades (que facilitam a obtenção dos objetivos).

A ESTRATÉGIA BÁSICA

• Ferramentas de comunicação sugeridas.

• Peças sugeridas e conteúdo básico.

• Posicionamento (como a empresa, linha, produto, marca que ser percebida no mercado).

• Approach criativo (sugestões).

• Pontos obrigatórios a serem destacados ou evitados.

• Target primário e secundário.

• Mercados (regiões e segmentos) a serem cobertos.

• Veículos de comunicação sugeridos.

• Período de veiculação desejado.

• Verba disponível.

• Que tipo de propaganda a empresa fará uso?

• Qual a promessa principal do produto / serviço a ser destacada.

Modelo resumido:

• Informações sobre o produto ou serviço.

• Comparação do produto ou serviço com a concorrência.

• Público-alvo – características.

• Qual o problema do cliente?

• Objetivos de marketing.

• Estratégia criativa – posicionamento dado ao produto / serviço.

• Diferencial e promessa principal do produto.

• Verba.

Modelo super resumido:

O que vamos vender? Produto ou serviço

A quem vamos vender? Target

Por quanto vamos vender? Preço

Onde vamos vender? Mercado; distribuição

Como vamos vender? Comunicação adotada

Qual o problema do cliente?

Além desse briefing completo – que será a base e o guia de todo o processo de planejamento, de criação e de ação – , um resumo deve ser preparado tanto para servir de introdução como para informar a superiores e subordinados sobre o que (e por que) está sendo feito, e consolidar os pedidos de criação, de mídia e de outras tarefas específicas.

O briefing deve ser um diálogo – um vaivém – contínuo entre o anunciante e a agência.

Após o briefing inicial (feito pelo anunciante para a agência, via atendimento e/ou direção geral, ou feito em conjunto entre anunciante e agência), briefings específicos são recomendados para as áreas especializadas das agências, tais como mídia, criação, pesquisa, promoção, etc.

Embora o método de execução do briefing seja importante, na verdade essencial, ele não é tudo. Depende-se muito da maneira como ele é executado, dos relacionamentos individuais e do interesse e entusiasmo que podem see estimulados.

Uma confiança demasiada no briefing de papel, isto é, na troca de memorandos e relatórios, é um exemplo típico e muito freqüente de passagem de briefing de maneira errada.

Isso não somente enfraquece o interesse, mas freqüentemente leva a um dispendioso desperdício de tempo por concentrar a atenção em aspectos equivocados e por levar o trabalho criativo a um beco sem saída.

O objetivo não é somente passar informações, mas criar interesse e estimular idéias.

Algumas regras sobre o que fazer e o que não fazer

• Saiba quando utilizar o briefing extenso (completo) ou o briefing resumido.

• Garanta a participação nas reuniões de briefing das pessoas certas para transmitir e receber informações em profundidade – pois esse, como anteriormente descrito, é um processo de vaivém.

• Associe o briefing ao planejamento de comunicação desde o início. O briefing é parte do processo de planejamento.

• Quando for viável e útil, coloque o pessoal da agência em contato direto com os vendedores, distribuidores, compradores e operadores da sua empresa. A empresa anunciante deve facilitar e a agência deve pedir isso.

• Não seja inflexível. Os procedimentos de briefing devem ser considerados como guias e não como regras.

• Não permita que a agência escreva o briefing pela empresa.

• Briefings passados via e-mail podem gerar re-trabalho.

Em relação a criação, as informações mais importantes são:

• O que estamos vendendo? (Fazer uma breve descrição do produto e / ou serviço).

• A quem estamos vendendo? (Target principal e secundário – sexo, idade e classe social).

• Quais são os influenciadores de opinião?

• Onde estamos vendendo ou onde vamos vender? (Definição do mercado).

• Quando estamos vendendo (hora do dia, ocasiões especiais, meses de maiores vendas e meses de menores vendas. Se for um lançamento: a partir de quando o produto estará sendo vendido no mercado e qual a previsão dos meses de maiores e menores vendas).

• Como estamos vendendo o produto? (vendas internas, vendas externas, representações, telemarketing, Internet, etç.).

• Por quanto?

• Qual o diferencial do produto / serviço no mercado?

• Quais são os principais concorrentes?

• Qual o objetivo de propaganda (Imagem)?

• Qual a promessa principal do produto / serviço?

• Qual o problema a ser resolvido?

CRIAÇÃO

A concorrência, cada vez mais difícil e crescente, obriga a uma incessante busca do novo, que se desgasta e se renova em um ciclo de mudanças rápidas e dentro de um clima agitado e excitante.

O trabalho de criação consiste, primeiramente, em achar uma idéia que sirva de tema ou diretriz – o que dizer. Em seguida saber como apresentar o tema – como dizer – e determinar através de que gênero de veículos esta idéia pode ser levada, mais rápida e vantajosamente, ao conhecimento do grupo consumidor visado.

CRIATIVIDADE

Significa o ato de dar existência a algo novo, único e original. Dentro da propaganda significa basicamente a solução de problemas.

A criatividade é um processo ordenado que tem lugar dentro da mente, que segue a seguinte metodologia:

Conhecimento – Deve haver busca de fatos, faça perguntas e mais perguntas. As respostas devem vir de pesquisas, dos clientes, dos vendedores e outras fontes possíveis.

Definição – Neste momento é necessário determinar os objetivos a serem alcançados. Responda a pergunta: o que desejamos comunicar e a quem?

Criatividade – É o processo de associações de idéias. Deixe a mente solta para produzir. A associação de idéias se compõe basicamente de imaginação e memória. O subconsciente é um enorme depósito e um repositório das experiências passadas.

Brainstorm – É uma reunião onde todos presentes colocam suas idéias, neste momento não existe crítica e julgamento. Todas as idéias que surgirem devem ser anotadas, quaisquer que sejam elas. O objetivo é acumular o maior número possível de idéias e estimular as associações em todos os participantes. Quando não contar com um grupo, faça o brainstorm individual.

Seleção – Agora é o momento de relacionar as idéias . Aquelas que se enquadrem melhor nos objetivos, que tenham mais imaginação, mais originalidade, enfim, as que sejam realmente criativas.

Interpretação – É a hora de procurar a melhor forma de comunicar a idéia. É importante lembrar que uma boa idéia, em propaganda, é aquela que vende. Um anúncio só é eficiente quando corresponde a satisfação de uma necessidade sentida pelo consumidor. Deve informar sobre o produto, orientar a compra, deve pôr-se no lugar dele e dizer somente o essencial.

Comprovação- Seja exaustivo, verifique todos os dados e pergunte para si mesmo. Ela – a idéia – diz para que serve o produto? Mostra as vantagens que ele oferece? Diz onde ele é encontrado? O seu preço? Comprova por que ele é melhor? Os detalhes analisados são os mais convenientes? Tem uma garantia idônea? Tem detalhes que o individualizem?

ATITUDES QUE FAVORECEM A CRIATIVIDADE

Ser curioso

Onde não há curiosidade, não há experiência. E onde não há experiência, não há evolução. Portanto, se você quer crescer em termos de conhecimento, favoreça a sua curiosidade. Você deve ser curioso a respeito de toda informação, das fofocas dos vizinhos, aos Sites da Internet. Na verdade não existe diferença de importância nas informações que você deve receber. O importante é ser curioso sobre tudo.

Arriscar

Quando nossa curiosidade é maior do que nosso medo, a chance de criarmos alguma coisa nova aumenta substancialmente. E a chance de cometermos um erro também. Nada mais sábio que do que o ditado popular que diz “quem não arrisca não petisca”.

Desejar e aprender

A criatividade solicita um estado de franca entrega à busca do aprendizado. Os profissionais de criação que vão fazer a diferença serão aqueles que desejarem aprender de verdade.

Perguntar

Perguntas nem sempre traduzem desconhecimento. Muitas vezes expressam propostas. A pergunta no processo criativo é vital. Toda solução genuinamente criativa nasce de uma pergunta nova. Enfim, pergunte sempre. Uma pergunta que você deixa de fazer, pode determinar seu futuro na profissão.

Aceitar a ambigüidade

O maior inimigo do processo criativo são as certezas absolutas. Quem tem certezas absolutas pode desistir de pensar. Aceitar a ambigüidade é uma demonstração de maturidade e grandeza.

Conviver

Sem os outros não somos nada. Quanto mais convivência, mais intimidade. E quanto mais íntimos, mais capacitados para nos comunicarmos com eficiência.

Vibrar com a descoberta

Quando a solução criativa nasce da mais absoluta concentração, da mais cristalina compreensão do problema e foi elaborada por uma mente abastecida de informação, o encontro da solução é uma explosão de felicidade.

EFICIÊNCIA DO ANÚNCIO

O anúncio para ser eficiente precisa preencher os seguintes requisitos:

1- Ser original. Destacar-se: no apelo, na forma, na ilustração, no layout, na apresentação, etc.

2- Ser oportuno – Deve ser atual, atingir o leitor no momento mais adequado, da forma mais conveniente. A oportunidade está em uma situação do mercado. Exemplo: datas comemorativas, resposta a ação da concorrência, etc.

3- Ser persuasivo – Deve ter credibilidade. O leitor tem que acreditar na mensagem.

4- Ser persistente – Em publicidade não adiantam esforços isolados. Ele deve ir sedimentando-se na mentalidade do público, ir incutindo o hábito.

5- Ter motivação – Os seus apelos devem atender às necessidades e desejos, responder aos anseios, mostrar que o sonho pode se transformar em realidade.

A AÇÃO PSICOLÓGICA DOS COMPONENTES DO ANÚNCIO

A ação psicológica dos componentes de um anúncio são as seguintes:

• Atrair a atenção – o anúncio deve ser visto.

• Despertar o interesse – o anúncio deve ser lido.

• Criar convicção – o anúncio deve ser acreditado.

• Provocar uma resposta – o anúncio deve levar a uma ação.

• Fixar na memória – o produto anunciado deve ser lembrado.

TEASER – Um anúncio usado no lançamento de um produto ou de uma inovação num produto conhecido, sem trazer o nome do produto ou do anunciante, com o fim de despertar a curiosidade para os anúncios detalhados que irão se seguir. Normalmente circula até 15 dias antes do “dia D”.

ÉTICA NA CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA?

TEMA

A campanha publicitária deve obedecer a um tema, porque assim a mensagem fica limitada, concentrada, abreviada, com força de penetração na mente da massa. Para se determinar o tema, temos que estabelecer o que devemos dizer e como devemos dizer.

Exemplo:

Um shopping irá realizar uma campanha para o dia das crianças.

O que devemos dizer?

O shopping estará realizando sorteios, no dia das crianças, para uma viagem a Disney.

Como vamos dizer?

CRIANÇAS FELIZES NA DISNEY = TEMA.

Obs.: o tema de uma campanha não é o título de um anúncio.

REDAÇÃO PUBLICITÁRIA – NOÇÕES BÁSICAS

Título

A função do título é fixar a atenção, despertar o interesse e induzir à leitura do texto. O título pode ser direto ou indireto.

 

As características do TÍTULO DIRETO:

* Seleciona o leitor.

* Informa sobre o produto.

* Promete um benefício.

As características do TÍTULO INDIRETO:

* Provoca a curiosidade.

* Desperta o interesse pela leitura do texto.

* Não possui o nome do produto, empresa, marca, etc.

Obs.: existem títulos que podem ser diretos e indiretos ao mesmo tempo.

Exemplo:

Aceito no dia – a – dia

e no Dia dos Pais.

MasterCard

Exemplo de título direto:

“Show

RENAULT

DE VANTAGENS

NOVOS E SEMINOVOS

Taxa especial para a linha Clio

0,99% a.m”

Exemplo de título indireto:

“Se viajar deixa qualquer um de alto – astral,

viajar sem pagar a passagem vai deixar você nas nuvens.”

Membership Rewards (grupo American Express) e Fidelidade TAM

Conteúdo do título

Segundo David Ogilivy “ O título é o elemento mais importante da maioria dos anúncios. É que leva o leitor a ler ou não o texto.”

Pesquisas mostram que o número de pessoas que lêem apenas o título é maior do que o número de pessoas que lêem o corpo do texto.

Escreva sempre muitos títulos – 10 – 15 – 20 – 25, para um único anúncio e observe certas diretrizes ao escrevê-los.

• O título é uma “chamada”. Não diga nada que corra o risco de excluir quaisquer leitores que possam se interessar pelo seu produto. Exemplo: se estiver anunciando um produto que possa ser usado igualmente por homens e mulheres, não dirija o seu título só às mulheres: isso afastaria os homens.

Vejamos algumas considerações sobre o título:

• Todo título deve prometer um benefício.

• Inclua a sua promessa central no título.

• Encerre o título com um convite a continuar lendo.

• A linguagem utilizada deve ser simples.

• Pesquisas mostram que é perigoso usar palavras de significado negativo em títulos.

• Evite títulos cegos – aqueles que não dizem nada e não despertam o interesse para a leitura.

Exemplos:

“ A tecnologia de última geração, a sabedoria não”. – Natura.

“ Nem sua fome esperava” – Maggi.

Sugestões de chamadas que fazem a diferença

É importante destacar que a “chamada” pode significar:

• Título para um anúncio impresso.

• Título para um folheto.

• Frase de abertura para um comercial de TV.

• Frase de abertura de um comercial de rádio.

• Frase de um banner na Internet.

Sugestões:

1.Sua chamada deve apresentar uma proposta e incentivar o leitor para que ele continue lendo o anúncio .

AGORA EXISTE UM REMÉDIO QUE PODE AJUDÁLO A EMAGRECER!

2. Dirija a sua chamada diretamente para o leitor, ouvinte, telespectador ou internauta, , mesmo que milhares de pessoas estejam sendo impactadas.

SE VOCÊ ESTÁ ACIMA DO PESO, VAI GOSTAR DE CONHECER O “ANTIOBESUS”

3. Escreva sua chamada de acordo com o perfil do veículo de comunicação. Se for para um jornal, escreva em estilo jornalístico.

NOVO MEDICAMENTO TESTADO E APROVADO PELO CONSELHO DE MEDICINA AJUDA AS PESSOAS OBESAS A EMEGRACER SEM SENTIR FOME E SEM EFEITOS COLATERAIS.

4. Use palavras “mágicas”, como: novo, lançamento, grátis….

APRESENTAMOS “ANTIOBESUS” – O MEDICAMENTO QUE PODE TORNÁ-LO UMA PESSOA MAGRA.

5. Se for o caso, inclua alguma promoção na sua chamada..

AO COMPRAR UMA CAIXA DO “ANTIOBESUS”, ATÉ O FIM DESSE MÊS, VOCÊ GANHA UMA SEGUNDA CAIXA.

6. Mostre alguma informação que agregue valor.

A OBESIDADE VEM CRESCENDO ASSUSTADORAMENTE NO BRASIL, E JÁ É MOTIVO DE PREOCUPAÇÃO PARA A MEDICINA.

7. . Inicie como se estivesse contando uma história e desenvolva a mensagem no texto.

MAURÍCIO TAVARES ESTAVA 25 KG ACIMA DO PESO E DESCOBRIU O “ANTIOBESUS”.

8. Inicie a chamada com uma pergunta e escreva a resposta no texto.

PORQUE 70% DAS PESSOAS QUE ESTAVAM ACIMA DO PESO FIZERAM A OPÇÃO DO “ANTIOBESUS”?

Vejamos algumas palavras mágicas:

 

SENSACIONAL

LIVRE

PROMOÇÃO

REVOLUCIONÁRIO

VOCÊ

LIQUIDAÇÃO

LANÇANDO

POUPAR

DINHEIRO

DESCOBRIR

RESULTADOS

FÁCIL

COMPROVADO

GARANTIDO

AMOR

BENEFÍCIOS

ALTERNATIVO

AGORA

VENCER

GANHAR

FELIZ

CONFIÁVEL

ATRAENTE

CONFORTÁVEL

ORGULHOSO

SAUDÁVEL

SEGURO

CERTO

QUALIDADE

SEGURANÇA

GANHOS

DIVERTIDO

VALOR

CONSELHO

DESEJADO

ANUNCIADO

PESSOAS

MARAVILHOSO

POQUE

GRÁTIS

COMPROMISSO

MELHOR

SHOW

MARCANTE

SURPREENDENTE

RESPEITO

 

Alguns exemplos de palavras negativas:

 

OBRIGAÇÃO

FRACASSO

RUIM

VENDA

PERDA

DIFÍCIL

ERRADO

MORTE

FALHAR

CUSTO

PREOCUPADO…

 

Anúncio

É a expressão do tema, é o desenvolvimento da idéia contida no mesmo, cristalizada geralmente no título.

O anúncio não é uma peça literária que tem por fim deleitar, distrair ou dar uma sensação de beleza. Visa um fim prático: implantar uma idéia ou vender um produto.

Atualmente, existem duas formas de anúncio:

1. Anúncio formal – são aqueles que possuem um layout formal contendo: título, texto, ilustração, slogan e assinatura.

2. Anúncio informal – são aqueles que não seguem um layout convencional.

O processo usual para se fazer um texto para um anúncio formal:

Roteiro – faça um roteiro do que pretende dizer, isto é, dos argumentos, dos fatos que devem figurar o texto. Depois leia em voz alta, e faça as correções necessárias. Fortaleça os pontos fracos, torne claro os duvidosos, risque as repetições ou o que estiver a mais. Torne a ler e veja então o efeito.

Unidade – procure dar ao texto unidade, isto é, mantê-lo dentro da idéia ou tema que o inspira. Para isso evite o desvio e não tente encaixar muitas idéias, a não ser que as subordine à principal, a que constitui o tema.

Formas de texto

Texto racional – Informa, descreve o produto, dá razões, vantagens, tem fortes argumentos de vendas. É direto e objetivo.

Texto emotivo – Dirige-se às emoções, fala a linguagem dos sentimentos, salienta os efeitos do produto, cria um desejo pelo produto. Exemplo: enquanto o texto racional vende um carro, o texto emocional vende o conforto e a segurança.

Obs.: por existir as duas formas (racional e emotivo) não significa que um texto tenha que seguir apenas uma forma. Existem textos que são racionais, emotivos e textos que misturam as duas formas, mas com uma leve tendência para uma delas.

Desenvolvimento do texto

O primeiro parágrafo é, geralmente, uma ampliação do título. Segue-se o esclarecimento das afirmativas ou promessas feitas no título. Vêm, depois, as provas do que se disse, seguindo-se, então se necessário, a enumeração de argumentos ou vantagens adicionais. Finalmente, vem o fecho ou convite à ação: “Experimente hoje mesmo”.

O corpo do texto

Escreva o texto como se estivesse conversando com alguém e imagine respondendo a algumas perguntas.

Não se perca em preâmbulos vá direto ao ponto. Seja específico e conciso de uma forma entusiasmada, diga a verdade e torne fascinante. É importante observar que textos muito longos são cansativos e, consequentemente, são pouco lidos.

O bom redator sempre resiste à tentação de divertir. Use uma linguagem simples, o redator deve ter em mente que propaganda é mais que arte, não é feita somente para ganhar elogios e sim dinheiro para o cliente.

SLOGAN

Podemos definir slogan como uma frase curta, normalmente incisiva, que expressa uma qualidade, uma vantagem do produto, ou uma norma de ação do anunciante ou do produto para servir de guia ao consumidor.

O slogan deve conter uma idéia sobre o produto, o serviço ou a empresa – uma idéia com força de vendas.

O slogan deve ser simples, claro, apropriado e distinto, com um toque de originalidade, se possível. O slogan não deve exagerar ou apelar para o absurdo, deve ser curto (quatro ou seis palavras, mais ou menos).

APPROACH

É o tratamento dado ao anúncio. Será a cores ou em PB? Tamanho grande, pequeno ou médio? Usará modelos ou o destaque será dado ao produto?

LAYOUT

É o modo pelo qual se arranja os textos e as ilustrações nas páginas. Um bom layout é aquele que ajuda a transmitir as informações que estão no texto e, ao mesmo tempo, possui um design atrativo e estimula a leitura. O layout permiti uma visualização de como ficará o anúncio depois de pronto.

Suas funções primárias são: guiar a atenção do leitor para o exato ponto de partida, daí, leva-lo através do anúncio, na seqüência desejada. É essencial que o leitor comece a leitura do anúncio pelo princípio, e a siga numa seqüência lógica, que lhe permita apanhar o sentido da mensagem. Atrair a vista e dirigi-la de forma adequada é, pois, a função primordial do layout.

ILUSTRAÇÃO

A ilustração é como o texto, uma forma de expressar a mensagem. Como tal deve ser estudada quando se determina o tema. A ilustração tende a despertar o desejo pelo objeto anunciado.

Vários pesquisadores de anúncios impressos mencionam que a imagem, o título e o texto são importantes, nessa ordem.

Lembrando o provérbio: “uma boa foto vale mais do que 1000 palavras”, a ilustração pode e deve, em certos casos, servir para reduzir consideravelmente a extensão do texto.

As principais funções da ilustração são:

1- Aumentar o índice de atenção ao anúncio.

2- Tornar o anúncio mais aprazível à vista.

3- Induzir à leitura do texto.

4- Estimular o desejo pela coisa anunciada.

5- Aumentar o impacto da coisa anunciada.

6- Demonstrar ou reforçar afirmações feitas no texto.

7- Identificar o produto ou a marca.

O EMPREGO DA COR – A tendência é sempre usar a cor, apesar de implicar em um custo maior na mídia impressa. São várias as finalidades da cor na publicidade. As mais comuns são:

1. Chamar atenção.

2. Dar mais realismo.

3. Embelezar o anúncio e torná-lo mais atrativo.

4. Estimular a ação.

5. A cor tem uma ação estimulante sobre os indivíduos e eficiência em deter a sua atenção. O vermelho é quente e impulsivo; traduz paixão e entusiasmo ou simboliza guerra ou perigo. O verde dá sensação de frescor e água corrente e simboliza esperança. O azul é frio e calmante; dá a impressão de céu e espaço aberto. O amarelo e o laranja sugerem luminosidade e alegria.

LOGOMARCA – Desenho característico que identifica uma instituição, empresa ou produto. Pode eventualmente fundir-se com o logotipo da empresa, tornando-se indissociável.

LOGOTIPO – Palavra ou letra com desenho característico, pela forma tipográfica ou decorativa, de marca industrial ou comercial, que identifica um produto ou empresa.

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A CRIAÇÃO PARA A TELEVISÃO

O propósito de um comercial não é só entreter o telespectador, mas principalmente, vender-lhe alguma coisa.

Na televisão a imagem é que deve contar a estória. O que se mostra é mais importante do que se diz.

Palavras e imagens devem caminhar juntas, reforçando-se mutuamente. A única função da palavra é explicar o que a imagem está mostrando.

Pesquisas comprovam que, se alguma coisa for dita que não seja também ilustrada, o telespectador imediatamente a esquece. Portanto, vale a pena dizer algo que não vá também mostrar. Passe o comercial com o som desligado: se não vende sem som, é ineficaz.

O objetivo da maioria dos comerciais é passar a mensagem de uma forma tal que o telespectador se lembre dele na próxima vez que for fazer compras. Po isso, é recomendada a repetição da promessa, pelo menos, duas vezes em cada comercial.

Na TV, normalmente, temos poucos segundos para realizar a venda, e o seu cliente está pagando muito por cada segundo. Não perca tempo com introduções irrelevantes.

STORY BOARD – Esquema ilustrado com cenas principais do roteiro de um comercial, acompanhado da parte de áudio, para o cliente ter noção do que será feito.

VÍDEO ÁUDIO

Sol nascendo em uma praia pequena. Homem sentado na areia. Câmara vai se aproximando lentamente. Trilha sonora vai diminuindo. Ator:

“…Que maravilha de lugar…”

Sobe trilha.

Homem se levanta, sai correndo e gritando em direção ao final da praia. Diminui a trilha.

“Eu sou feliz”!

Continua a sequência

Observação – É importante destacar que o processo de criação não é uma forma rígida de trabalho. Existem pessoas que não seguem os padrões convencionais de criação.

Referências

Os textos foram extraídos da seguinte bibliografia:

KOTLER, Philip. Administração de marketing.SP.:Edição do novo milênio, 2000.

SANT’ANA, Armando. Propaganda, teoria, técnica e prática.SP: Editora Pioneira, 1996.

MARTINS, Zeca. Propaganda é isso aí.SP: Editora. Futura, 1999.

PREDEBON, José. Propaganda: Profissionais ensinam como se faz.SP: Editora Atlas,2000.

SILVA, Zander Campos. Dicionário de marketing e propaganda.SP: Editora Referência, 2000.

CHURCHILL, Gilbert A. Jr. Marketing, criando valor para clientes.SP: Editora Saraiva, 2000.

 

Fonte: Apostila de Publicidade e Propaganda – UNICEUB

Autor: Prof. Maurício Tavares

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