O paradigma mediático está a mudar. Muito se diz sobre a sobrevivência e sobre a «morte» dos jornais em papel face ao fenómeno da Internet. Um diário com 120 anos viu-se obrigado não só a aderir ao online, mas a desistir da sua versão em papel. Um sinal do que pode vir aí para os media tradicionais.
O Jornal do Brasil, um dos mais antigos diários brasileiros, passa ser publicado unicamente na Internet precisamente a partir desta quarta-feira, depois de a edição impressa ter sofrido uma quebra de quase 80% nas vendas.
Para assinalar a nova fase deste jornal centenário, a edição de hoje conta com um artigo do presidente brasileiro Lula da Silva.
Fundado em 1891, o Jornal do Brasil decidiu acabar com a versão impressa depois de abismo financeiro sem precedentes, com dívidas de cerca de 800 milhões de reais (360 milhões de euros), escreve a agência Lusa.
O diário chegou a ter uma tiragem de cerca de 230 mil exemplares, no final dos anos 60, um número que diminuiu para os actuais 22 mil.
A crise agravou-se na década de 90, sendo que, em 2001, o diário passou a ser controlado por Nelson Tanure, ntigo responsável pela Gazeta Mercantil, jornal de economia que deixou de circular no ano passado por problemas financeiros.
O Jornal do Brasil é um diário com história, já que contou com colaboradores como Eça de Queirós, Rui Barbosa, Carlos Drummond de Andrade e Manuel Bandeira.


Quem não se adapta ao seu mundo, fatalmente está fadado a perder seu lugar.
Os jornais precisam se renovar e foi isso que o jornal do Brasil fez.
Aproveito para avisar que o blog ContextoWeb mudou para http://www.webcontexto.com.br.
Abraços.