O site de buscas Google anunciou nesta quinta-feira (15/7) que seu lucro líquido no segundo trimestre, encerrado em 30 de junho, subiu para US$ 1,84 bilhão, ou US$ 5,71 por ação, de US$ 1,48 bilhão, ou US$ 4,66 por ação, no mesmo período do ano passado.
A receita bruta no trimestre foi de US$ 6,82 bilhões, um aumento de 24% sobre o segundo trimestre de 2009. O Google divulga a receita bruta sem deduzir os custos de aquisição de tráfego (TAC).
No segundo trimestre, o TAC totalizou US$ 1,73 bilhão, ou 26% da receita de publicidade digital. Os custos de TAC são a parcela da receita dividida com os sites parceiros da Google, como os filiados ao programa AdSense.
O lucro da empresa ficou abaixo das expectativas dos analistas da Thomson Reuters, que previam um ganho de US$ 6,52 por ação. Além disso, prosseguem as preocupações sobre o futuro do Google na China. A ação caiu 20% este ano até o fechamento de hoje, mas vinha subindo no mês.
O lucro operacional do período foi de 2,37 bilhões de dólares, 26,7% superior ao 1,87 bilhão de dólares obtido no segundo trimestre de 2009. Os ganhos por ação do período foram de 5,71 dólar, 22,5% maior que os 4,66 dólares obtidos no segundo trimestre de 2009.
Os sites do Google foram responsáveis por 4,5 bilhões de receita, ou 66% do total – um aumento de 23% em relação a 2009. Os sites parceiros filiados ao programa AdSense forneceram 2,06 bilhões de dólares, ou 30% do total. O valor também é 23% maior que o de 2009.
A maior parte (52%) dessa receita veio de fora dos Estados Unidos. No entanto, houve um decréscimo, já que no ano passado esse índice era de 53%. O Reino Unido contribuiu com 770 milhões de dólares, ou 11% da receita total do segundo trimestre de 2010.
O custo médio por clique aumentou cerca de 2% no trimestre encerrado em junho, menos que no mesmo período de 2009, quando foi de 4%.
Ativos em dinheiro, equivalentes a dinheiro e títulos negociáveis de curto prazo somavam, em 30/6, 30,1 bilhões de dólares. É 13,6% mais que os 26,5 bilhões que detinham em março.
O Google possui, em todo o mundo, 21,8 mil empregados em período integral.
Fonte: Computerworld


