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Home » Notícias » E-commerce fatura R$ 6,7 bilhões no primeiro semestre de 2010

Os primeiros seis meses do ano foram aquecidos para o comércio eletrônico no Brasil. De acordo com dados publicados na 22ª edição do Relatório “WebShoppers” elaborado pela e-bit, com o apoio da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), o faturamento para o setor foi de R$ 6,7 bilhões. Esse valor representa um aumento nominal de 40% em relação ao primeiro semestre de 2009, quando registrou R$ 4,8 bilhões.

Depois de passar praticamente sem abalos pela crise mundial que afetou a economia do final de 2008 até meados de 2009, o e-commerce vem se fortalecendo, principalmente pela retomada do crédito ao consumidor e pela maior confiança em realizar compras virtuais. A entrada de novos players, a consolidação de outros e a fusão de grandes grupos de varejo, já conhecidos no mundo offline, contribuíram para alavancar a confiança neste canal, trazendo novos consumidores e alavancando as cifras do setor.

Segundo o diretor geral da e-bit, Pedro Guasti, o primeiro semestre do ano foi alavancado pela Copa do Mundo e pelas oportunidades que o evento agregou por meio das vendas online. “A primeira metade de 2010 foi excelente em faturamento. Com certeza, a Copa influenciou os resultados, já que as pessoas adquiriram produtos de maior valor agregado, como televisores de tela plana. Além disso, devido ao final da redução do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) os consumidores decidiram antecipar a compra de produtos de linha branca para aproveitar impostos ainda reduzidos. Esse fator, aliado às promoções e apelos das lojas virtuais, trouxe maior interesse ao consumidor para comprar mais pela internet nesse período”, concluiu Guasti.

As categorias de produtos mais vendidas no 1º semestre do e-commerce em 2010 foram: ‘Livros e Assinaturas de Revistas e Jornais’, ‘Eletrodomésticos’, ‘Saúde, Beleza e Medicamentos’, ‘Informática’ e ‘Eletrônicos’. O tíquete médio foi de R$ 379,00.

Perspectivas para o segundo semestre

O ano de 2010 pode ser caracterizado como um dos mais importantes na história do comércio eletrônico brasileiro. Com a forte movimentação nos primeiros seis meses, o setor caminha a passos largos para mais um recorde de faturamento, já que, historicamente, a segunda metade do ano é geralmente mais relevante e pode representar até 55% do faturamento total do canal. No 2º semestre de 2010, espera-se que as lojas virtuais alcancem R$ 7,6 bilhões em vendas de bens de consumo, exceto venda de automóveis e sites de leilão virtual.

Dessa forma, espera-se um faturamento de R$ 14,3 bilhões ao final de 2010, o que representaria crescimento nominal de 35% se comparado ao resultado de 2009, quando o setor faturou cerca de R$ 10,6 bilhões. Esses números também superariam a previsão inicial feita pela e-bit de R$ 13,6 bilhões, realizada na 21ª edição do WebShoppers, em Março.

Em 2010, o número de pessoas que fizeram pelo menos uma compra na internet deverá aumentar consideravelmente. Espera-se que o ano feche com 23 milhões de e-consumidores. Ao final de 2009, a e-bit havia registrado 17,6 milhões. O número torna-se ainda mais impressionante se compararmos, por exemplo, com a última Copa do Mundo. Para se ter uma ideia, na época do mundial realizado na Alemanha, há 4 anos, éramos apenas 6 milhões de adeptos às compras online.

Redes Sociais no e-commerce

De acordo com dados levantados pela e-bit, cerca de 55% dos e-consumidores que fizeram uma compra pela internet estimuladas por rede social são mulheres, o que pode indicar maior propensão do público feminino em ser seduzido pelas ofertas ou recomendações nesse canal. No comércio eletrônico em geral, a divisão é exatamente pela metade: 50% são homens, 50% mulheres. Quando se diz respeito à idade, os compradores provenientes de redes sociais são, em média, sete anos mais jovens que os compradores do mercado: 34 anos contra 41. Agora, se analisarmos as categorias preferidas dos e-consumidores oriundos de redes sociais, “Moda e acessórios” aparece em destaque, com cerca de 20% do volume transacional.

Nessa edição do relatório WebShoppers, a e-bit preparou uma pesquisa especial sobre resistência à compra, além dos principais motivos que levam o e-consumidor a não finalizar o pedido. O período de coleta dos dados foi de 14 de julho de 2010 a 16 do mesmo mês, tendo sido coletadas 5.600 respostas.

Segundo dados levantados na pesquisa, dos e-consumidores que visitaram sites e decidiram não comprar produtos, 62% disseram ter consultado preço, valor do frete ou o custo total do produto, além de ter procurado por promoções e descontos. Dos entrevistados, 86% disseram que apenas olharam alguns itens e saíram da loja, não chegando a começar o processo compra. Já 14% disseram que deram inicio ao processo de compra, mas acabaram não concluindo o procedimento.

Para o diretor de Marketing da e-bit, Alexandre Umberti, acompanhar esse tipo de comportamento dos consumidores é de suma importância para as lojas online. “Conhecer os motivos pelos quais seus consumidores abandonam a compra pode ser uma maneira eficaz de evitar perda de receita, além de permitir traçar estratégias interessantes para fidelizar o novo e-consumidor, que está acessando o site pela primeira vez”, analisa Umberti.

Fonte: e-bit

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