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Home » Marketing Digital » A Psicodinâmica das cores aplicadas ao Marketing Digital

A primeira diretriz que devemos saber é que as cores influenciam diretamente nossos sentidos, em especial, a visão, que se trata de um sos sentidos mais importantes do ser humano, já que é através dela, que temos o maior contato com o mundo exterior.

Para iniciar nossa abordagem, tomaremos a definição de cor para que possamos situar nosso estudo.

De acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas, propõe a seguinte definição: “Cor é a característica da luz que atua sobre a sensibilidade visual de modo diferente da atuação causada pelas variações de homogeneidade no espaço e no tempo”.

A cor de um determinado objeto é sua capacidade de modificar a cor da luz que sobre ele incide.

A utilização da cor na Internet

Não é difícil constatar que o uso da cor possui valor decisivo, não pode ser utilizada arbitrariamente com base especialmente na estética. É necessário que se utilize a cor de maneira a tornar a visão mais agradável, ao mesmo tempo em que torne o visitante do Site a se identificar com o objetivo a ser transmitido e que o convide a navegar internamente por ele.

Nesse instante faremos uma pequena pausa para ilustrar a utilização das cores em dois tipos de Site, que são respectivamente: Institucional e Comercial.

No primeiro, a cor é mais fundamental ainda, tendo em vista que se vende a imagem de uma organização. No segundo caso, as cores têm influência no comportamento de tomada de decisão para se adquirir um determinado produto. Parece óbvia essa distinção, no entanto, os desenvolvedores de Sites pouco ou nada levam isso em consideração, acabando por fazer verdadeiras aberrações nesse campo, tornando os Sites agressivos à sensibilidade, do ponto de vista psicológico.

Do ponto de vista mercadológico, ambos têm por objetivo a tomada de alguma atitude comercial, no entanto, são necessários alguns cuidados na decisão entre institucional e comercial. Nessa perspectiva, são necessárias algumas premissas:

a) Quais são os principais objetivos do Site?

b) Qual é o público-alvo primário e secundário

c) Qual é a capacitação dos usuários?

d) O Site atrairá diferentes pessoas? Quais? Quais são as áreas de interesse?

e) Quais as preferências desse público?

f) Quais os valores agregados para este público?

g) Qual é a principal mensagem do Site?

h) A empresa já existe? É conhecida? É nova? É inovadora?

i) O conteúdo do Site é novo ou já existe formato?

j) Que imagens já existentes estão disponíveis?

k) Que novas tecnologias serão utilizadas? Quais e, especificamente, por quê?

O Site como um Display

Até este ponto tomamos a cor um dos mais importantes canais comunicação com o usuário, e é realmente como demonstraremos nesse tópico, ilustrando o site como sendo um display.

E preciso considerar que o site passa a ser uma comunicação harmônica com a pessoa que está por ele navegando. Isto significa que ele deve apresentar, como qualidade primordial, a aparência de uma unidade onde as várias idéias ou produtos expostos se integrem, mas ao mesmo tempo em que se discriminem atraindo a atenção.

Devemos observar, ainda, que se trata de uma definição específica quanto às cores. O desenvolvedor do site pode optar por cores muito chamativas, como o vermelho e o amarelo, porém, estas juntas podem não funcionar bem.

Diferentemente da publicidade em displays físicos, é necessário analisar também se a cor usada não irá prejudicar a comunicação ou se confundir a outras que não têm aquele objetivo específico ao qual o site se destina. Este é um detalhe altamente relevante, levando-se em consideração que a função de um display é colocar em evidência um determinado produto. É preciso pensar também se as cores do ou dos produtos se contrastarão com as cores adotadas pelo site, tendo efeito direto na sua aceitação pelo público consumidor para o qual se destinam.

O impacto causado pela cor deve ser no sentido de inclinar o visitante do site a discriminar e adquirir o produto, conseguindo selecioná-lo entre vários outros. O relacionamento da cor ao produto é, neste caso, fundamental, pois há cores que podem conduzir a estímulos opostos aos desejados.

No caso de um display, a cor individualizada de determinado produto, adequada a sugerir de imediato as suas qualidades, é de importância vital para sua comercialização. Isto também ocorre no horizonte digital.

Uma pergunta é necessário a esta altura: onde se situam as cores num site?

Em primeiro lugar é preciso lembrar onde são as áreas de maior destaque num site e onde os produtos ou principais produtos devem estar alocados.

Uma premissa é saber onde o usuário encontra a informação principal do site, seu FOCO. A figura abaixo ilustra exatamente isso.

 

Percebe-se que existe um foco primário e um foco secundário, onde os usuários localizam as informações ou produtos. Os desenvolvedores têm que levar isso em consideração.

Tomemos como exemplo um site conhecido e comparemos com a sustentação até aqui abordada.

 

Site do UOL (www.uol.com.br)

No exemplo acima, é possível se terminar onde está o principal conteúdo da página, no centro, porém, a mistura de cores é tão berrante que o site parece não ter uma identidade.

Há tantas cores jogadas nele que não é possível se determinar qual é a cor principal. Pior ainda, destacaram textos com caracteres em branco sobre um fundo vermelho.

Começa com azul bem escuro, passa para um mais claro, vai para branco, passando por vermelho, cinza e a página não termina. E isso é a página de apresentação.

A página é super poluída de informação e tudo isso somado, em termos psicodinâmicos, é extremamente agressivo, fazendo com que o usuário tenha a tendência de sair rapidamente da página.

Provavelmente quando este site foi desenvolvido, não pensaram em desenvolvimento harmonioso nem muito menos na quantidade exata de informação que uma página deve ter para não irritar o visitante.

Outro site:

 

Site da Unicsul (www.unicsul.br)

Note que o foco da informação está exatamente no centro, chamando o usuário a iniciar sua navegação por ali. Secundariamente estão: a barra de navegação (esquerda), promoções (acima) e, outros assuntos (direita).

A mistura de cores deste site vai mais para o amarelo, talvez conjugando a identidade visual da entidade à sua identidade na Internet.

O erro que este site comete é comum, trata-se da página inicial não ter um final definido, obrigando o usuário a clicar no botão de rolagem para ter acesso ao final dela.

Outro site:

 

Site XISPE (http://www.xispe.com.br/index.html)

Neste exemplo, nem é possível determinar onde fica a barra de navegação (é clicando sobre as figuras que se navega pelo site) quanto mais definir qual o objetivo do site em função de sua cor.

Cor e Marca no Site Institucional

Através da observação, podemos notar o quanto é interessante anteceder ou estabilizar o uso das cores que, de uma certa maneira, fazem a diferença entre um site bem estruturado de outros sem o mesmo capricho.

Todo site, quer seja institucional ou comercial, possui uma marca que é reconhecida pelo usuário. O uso da “marca” com cores definidas pode estar sujeito ao processo de mudanças em função de opções dos usuários de determinado produto/serviço, mas, na realidade, considera-se muito relativa essa influência que, eventualmente, pode causar em relação à marca.

A marca tem por finalidade causar um impacto transmissor positivo e fazer memorizar um nome, associando esta a uma imagem. Está, portanto, ligada ao processo neurofisiológico do indivíduo e se relaciona profundamente ao processo mercadológico. Assim, a marca, uma vez memorizada, constitui o ponto de partida de uma promoção de venda. O uso da cor na marca, portanto, é fundamental para se estabelecer essa relação.

A imagem da marca se fundamenta na sua forma, que deve ser distintiva e clara. A cor, se a marca o exige, terá significado somente quando colocada no contexto da mensagem entre todas as cores

que a formam. Qualquer que seja a cor, bem apropriada em seu elemento formal, sempre haverá um chamado da atenção. A cor, portanto, se adequa como elemento integrador de uma presença no espaço intelectivo que ocupa, nos limites de sua forma a marca, e que lhe foi estabelecido.

Isso nos leva a considerar que, conforme os elementos que circundam a marca, deve haver uma mudança de cores, necessária para que não haja dispersão do detalhe marca e não haja interferência

com outros detalhes. É preciso, portanto, dar à marca, por meio de cores adequadas, a luminosidade que merece em seu reduzido espaço, como uma luz que deve brilhar entre as coisas que desejamos

apresentar, porque, na realidade, ela é a essência do principal que oferecemos ao público consumidor.

A marca não muda sua cor quando independe de qualquer elemento que a rodeia. Nesse caso, a cor é um símbolo na forma que a encerra, é a mensagem de prestígio através de um símbolo que enclausura todo um significado. São exemplo as marcas coloridas e iluminadas de grandes construtoras desafiando os céus no alto de edifícios ou, ainda, os luminosos que agridem as ruas das metrópoles ou as enormes embalagens promocionais.

A marca, símbolo real de uma empresa, geralmente formada por iniciais, se colorida, confere, ao mesmo tempo, um toque de confiança e credibilidade.

A cor vermelha, verde e “branca” para os luminosos constituem verdadeiros focos de atração; as cores suaves com toque de cores fortes são muito usadas para marcas de roupas; e as cores fortes para integrar a mensagem de um cartaz. Seja como for, a marca colorida deve se sentir livre dentro de sua fixação, sem movimento ela não pode avançar nem recuar em relação ao indivíduo que a observa; ela deve se manter independente no contraste de todos os elementos que integram a peça publicitária. Só assim poderá ser assimilada no subconsciente do consumidor.

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